Eu gritava, ninguém ouvia. Eu chorava, ninguém se importava. Eu
sofria, não ligavam. Eu escrevia, ninguém lia. Eu morria aos
poucos, ninguém percebia. Eu não vivia, sobrevivia. Eu aguentava com um
sorriso no rosto, e de noite eu chorava. Eu cansava, parava, pensava em
desistir, relutava, tentava ser forte. Eu via-me sozinha, precisava de
alguém, mas ninguém vinha. Eu dizia estar bem.
Tentava reconstruir-me, organizar-me, tentava encontrar-me… e só me
perdia mais.
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