E o saco foi enchendo e eu cansando. Cada vez mais. Até que chegou a
hora de colocar um basta em tudo. E bastou. E desisti. Muitos julgam-me
ter sido fraca outros desvalorizam todo o meu caminho. Mas nada em mim
foi covarde, nem mesmo esta desistência. Porque desistir ainda que não
pareça, foi o meu grande gesto de coragem.
Motivos fortes levaram-me a
fazê-lo e não julguem que é fácil largar por livre vontade aquilo que já
está tão entranhado em nós. Chega dessa conversa inteligente que nos diz
que desistir nunca foi a melhor opção. Eu também o pensava até ao dia em
que percebi que de longe todas estas regras estipuladas, frases
bonitinhas e impulsos corajosos nos fariam viver melhor de alguma forma.
Porque não, em nada nos ajuda, em nada chega a ser tão fácil e tão
delineado assim.
Nada é certo, nem a nossas maiores certezas. E para mim
desistir foi sem dúvida o melhor caminho. Correr atrás, só mesmo da
felicidade, e ser inteligente passa também por saber a hora em que temos
que parar de dar corda para algo que não tem futuro. Não era de todo
necessário, em nada mais me completava esta luta contra o sentido real
das coisas. Interiorizei toda essa indiferença, sabe. Aprendi a não
prender, a não apertar e muito menos sufocar. Porque quando vira nó, já
deixou de ser laço, pensei. E como nada dura para sempre mesmo, que conversa
é essa de final feliz se eu quero é ser feliz a vida inteira? Pois, não
restrinja as suas opções por lhe parecerem contestáveis, siga sim seu
caminho sempre de cabeça levantada. Pois ainda que a escolha não tenha
sido a melhor, foi sua. E isso, acredite que é o melhor que você pode
ter. Porque longe daquilo que a prende, hà uma felicidade à sua espera, à
espera de ser vivida, e por si!

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