domingo, 31 de março de 2013

Digo ..


Digo, com toda a certeza, que não se ama uma pessoa “por causa de”, mas sim “apesar de”. Gostar do que é gostável é fácil, qualquer pessoa admira a gentileza, o bom humor, a inteligência, a simpatia (…) que as pessoas apresentam na hora em que se conhecem. É certo, que tudo isto leva a uma necessidade de conquistar a pessoa em causa, que é detentora de tantos predicados. Os defeitos, esses ficam guardadinhos nos primeiros dias e só então, com a convivência, vão saindo do esconderijo e revelando-se no dia-a-dia. E esses seres que aparentemente são gentis, bem-humorados, inteligentes, simpáticos (…), afinal não são assim tão perfeitos, ao ponto de serem verificadas uma quantidade relevante de defeitos e atitudes menos correctas! Ele deixa a casa desarrumada, ela é péssima cozinheira. Ele é teimoso, ela gasta dinheiro incessantemente. Ele irrita-se quando a sua equipa perde, ela desmorona quando é criticada. Ele tem medo de alturas, ela tem medo de tempestades. Ele chega atrasado, ela nunca está pronta. Ele é muito ciumento, ela é muito distraída. Ele não gosta de ler, ela não gosta de sair. Ele dorme até tarde, ela tem insónias. E quando tudo isto vem ao de cima, com as verdades divulgadas e os defeitos não mais escondidos, verifica-se o que era o AMOR VERDADEIRO, capaz de lutar até ao fim e alcançar o impossível, e o que não passava de um MERO PASSATEMPO, que depressa passa à história e estará pronto para um novo recomeço.

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